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  • Sala de fitness numa ID

    Sala de fitness numa ID

    O equipamento para um centro de fitness, ou dizendo de outra forma, para uma sala de apoio a uma instalação desportiva que se destine ao treino e melhoria da condição física deve ser pensado através de cinco premissas:

    • A quem se destina. Quais os praticantes desta ID? São desportistas de alto rendimento? Praticantes que procuram melhorar a sua condição física? De que modalidade(s)? Qual o seu nível de prática?
  • FIBA rules

    FIBA rules

    No caso do Basquetebol, a International Basketball Federation (adiante designada por FIBA) e assim as Federações de área ou nacionais, no nosso caso a Federação Portuguesa de Basquetebol (adiante designada FPB), regem-se pelas FIBA Internal Regulations 2024 (adiante designado por FIBA-IR e FIBA Official Basketball Rules 2024 (adiante designado por FIBA-OBR).

     

  • ID para Desportos de Combate

    ID para Desportos de Combate

    Instalações desportivas especialmente concebidas para desportos de combate ou integradas em complexos desportivos.

    Que caraterísticas apresentam estas ID?

    Nestes filmes verificamos algumas destas instalações desportivas e as suas especificidades.

     

  • A piscina pública

    A piscina pública

    As piscinas são instalações desportivas extremamente complexas e dispendiosas ao nível do seu funcionamento e manutenção. As exigentes condições de tratamento e aquecimento da água, apresentam fortes desafios aos seus proprietários e gestores.

    Quais os normativos e exigências a que estão sujeitas as piscinas públicas e outras ID para atividades aquáticas?

    As relvas sintéticas

    Ilustração 1 - Relva 1ª geração

    Quando falamos em relvados sintéticos, importa relembrar que a evolução leva-nos neste momento aos relvados sintéticos de terceira geração.

    Se no início a relva sintética, a chamada relva sintética de primeira geração era uma alcatifa, com um aspeto algo macio mas muito abrasiva. Surgiu nos Estados Unidos da América em 1966 e foi introduzida na Europa em 1970. Esta era uma relva feita em polipropileno e não em nylon.

    A segunda geração de relva sintética, durante os anos setenta, em que a fibra já mais espaçada, e aplicada areia que preenchia os espaços entre as fibras. Tinham um aspeto mais agradável e o comportamento mais adequado para a prática do futebol, com mais estabilidade, e facilidade no “rolar” da bola. Interessante a utilização desta relva para hóquei em campo. 

    No futebol, a ação defensiva de cortar a bola recorrendo ao “carrinho” tornava-se doloroso para os jogadores devido às características ainda abrasivas desta relva.

    Na sequência dos campos relvados sintéticos, com aplicação de areia, novos desenvolvimentos científicos e tecnológicos, permitiram chegar-se à terceira geração de relva sintética em que as fibras, agora de polietileno, mais suaves e agradáveis ao contacto, de altura superior a 55 mm e adequadamente espaçadas. O enchimento posterior com areia e granulado de borracha, progressivamente mais evoluído, proporciona condições adequadas para a prática de desportos coletivos, principalmente a prática do futebol.

    As ações técnicas como os desarmes referidos anteriormente são agora facilitados, o espaçamento entre fibra e enchimento com grânulos de borracha permitem uma melhor absorção do impacto no apoio e nas torções realizadas pelo jogador, tendo um piso muito semelhante ao relvado natural, o desportista está mais salvaguardado prevenindo lesões.

    Atualmente, os monofilamentos, inclusive já com características físicas que aumentam a sua resiliência (capacidade de retomar a posição inicial após serem pisados) com características biomecânicas melhoradas que permitem melhores performances, são o que poderemos chamar a última geração de relvas sintéticas. Por outro lado o tipo de enchimento (carga composta por areia e granulado de borracha), variando consoante as características do granulado de borracha permite performances elevadas e comportamento muito adequado para uma utilização intensiva. 

     

    Relvado natural versus relvado sintético

    Quando falamos em opção entre um relvado natural e um relvado sintético, de acordo com os puristas que dizem o relvado natural não poder ser comparado com o sintético, referem-se essencialmente às características naturais, sensações que a relva natural nos transmite e, pensamos nós, resistem à mudança.

    Os relvados naturais são constituídos por diferentes “relvas”, i.e. a mistura de sementes que origina o relvado deverá ser adequada às características geográficas e climáticas do local em que aquele se vai inserir e adequada à utilização pretendida. É claro para todos nós, que é diferente um relvado de golfe, de um relvado para se jogar futebol, ou um relvado interior a uma pista de atletismo que servirá pontualmente para jogar futebol.

    No quadro seguinte podemos constatar as diferenças entre o custo médio de vários indicadores referentes aos dois tipos de relvado, tendo como referência um campo standard FIFA – 111m X 72 m (marcações 105 x 68 m) => 7992 m2.

     

    Relvado natural

    Relvado Sintético

    Construção

    100 000 € – 200 000 €

    250 000 € – 400 000 €

    Manutenção anual

    36 000 € - 50 000 €

    Fertilizantes, herbicidas, Fungicidas, sementes, água, mão de obra, cortes, areia

    10 000 €

    Fungicidas/bactericidas

    Água, mão de obra

    Recarga enchimento

    Horas possíveis utilização

    35 horas/Semana x 35-40 semanas

    70 horas/Semana x 50 semanas

    Consumo água

    Variável (+++++)

    Variável (++)

    Ilustração 5 - Custos comparados relvado natural versus relvado sintético

    Para o proprietário e gestor da instalação desportiva que se preocupa em rentabilizar o seu equipamento é muito importante a disponibilidade traduzida em número de horas de utilização e os custos inerentes a essa utilização.

    Assim enquanto a utilização do relvado natural está muito dependente das condições climatéricas e das interrupções para tratamento fitossanitário p.ex., o relvado sintético não está sujeito a estas pausas obrigatórias.

    Por sua vez o custo alocado à manutenção do relvado natural é substancialmente superior ao do sintético. Já no que respeita ao consumo de água, principalmente nos dias atuais em que este é um bem cada vez mais dispendioso e escasso, deveremos equacionar seriamente as opções relativas à exploração de uma instalação desportiva com relvado.

     

    Relvado natural

    Relvado Sintético

    Consumo de água

    Variável (+++++)

    Variável (++)

    Utilização intensa

    <  Horas de utilização

    =  Horas de utilização

    Períodos de inatividade para recuperação

    >  Períodos de interdição maiores

    Períodos mínimos de interdição

    Condições climatéricas

    Limitam a sua utilização

    Não limitam

    Ilustração 6 - Variáveis que condicionam a utilização de um relvado natural/sintético

     

    A manutenção do relvado exige periodicidade, tratamentos fitossanitários, equipamento adequado e consome água. Neste quadro verificamos as diferenças entre o relvado natural e o sintético no que respeita à sua manutenção.

     

    Relvado natural

    Relvado Sintético

    Periodicidade

    Regular e contínua

    Espaçada no tempo

    Mão de obra

    Importante

    Reduzida

    Tratamentos fitossanitários

    Regulares

    Fungicidas/bactericidas pontuais

     

    Necessidade de equipamento adequado

    Sim

     

    Sim

     

    Consumo de água

    Elevado

    Reduzido

    Lesões relacionadas com o relvado

    Relativamente às lesões que ocorrem no praticante de futebol, vários estudos científicos foram realizados comparando a ocorrência de lesões em relvado natural versus relvado sintético, constatando-se o seguinte:

    ·         Em estudos realizados entre 1970 e 1980 observou-se tendência para aumento do risco de lesões em relvados sintéticos de 1ª geração, especialmente em lesões de excesso de uso e lesões por fricção (queimaduras)[1]. Engebretsen L, Kase T - 1987;

    ·         Recentemente um estudo[2] realizado com futebolistas de elite em relvados sintéticos de 3ª geração mostra que o risco de lesão é similar na utilização de relvado natural - Ekstrand J, Timpka T, Hägglund M – 2006;

    ·         Um estudo[3] efetuado com jovens jogadores (12-17 anos) verificou não existirem diferenças na incidência de lesões agudas comparando relvado natural versus relvado sintético. Verificou-se uma pequena discrepância (mais no relvado sintético) no que respeita a dor lombar. Os autores pensam dever-se ao facto destes jovens utilizarem o relvado sintético 33% mais horas do que os jogadores de relvado natural (o primeiro não está condicionado por impedimentos como o relvado natural). Haruhito e col. – 2010.

    Conclusão

    Em síntese diremos que a opção entre o relvado natural e o relvado sintético deverá equacionar o tipo de utilização pretendida, números de horas de utilização, custos de manutenção/utilização e condicionantes desportivos.

    Não se verifica aumento de risco de lesões na utilização de relvados sintéticos modernos de boa qualidade e em boas condições, sendo o consumo de água reduzido e os custos de manutenção inferiores.

    Para nós uma das grandes razões para optar por um bom relvado sintético relaciona-se com a utilização mais intensa (número de horas) que este permite não estando sujeitos a interrupções/condicionamentos regulares para recuperação e manutenção como acontece com os relvados naturais.

    Sabendo-se que a própria FIFA[4] vai cada vez mais, incentivando[5] a construção de relvados sintéticos, permitindo a realização de competições internacionais neste tipo de piso desportivo desde que cumpram os seus requisitos de qualidade e construção, qual a opção a tomar: Relvado natural ou relvado sintético?

    • Artigo publicado em Vantagens da prática desportiva num relvado sintético. Mondo Magazine, 2ª ed. abril de 2011, pp. 12-15

    [1] Engebretsen L, Kase T. Soccer injuries and artificial turf. Tidsskr Nor Laegeforen. 1987; 107: 2215-2217.

    [2] Jan Ekstrand, Toomas Timpka and Martin Hägglund, Risk of injury in elite football played on artificial turf versus natural grass: a prospective two-cohort study, 2006, British journal of sports medicine, (40), 12, 975-80.

    [3] Incidence of Injury Among Adolescent Soccer Players: A Comparative Study of Artificial and Natural Grass Turfs. Aoki, Haruhito MD, PhD; Kohno, Terushige MD, PhD; Fujiya, Hiroto MD, PhD; Kato, Haruyasu MD, PhD; Yatabe, Kanaka MS; Morikawa, Tsuguo MD, PhD; Seki,Jun MD, PhD. Clinical Journal of Sport Medicine:January 2010 - Volume 20 - Issue 1 - pp 1-7.

    [4] What do you need to play football? A ball, players and a pitch. If the first two elements are easy to come by, the third is often quite problematic, especially in countries with more extreme climates. As part of its 'Win in Africa with Africa' project, FIFA has decided to do something to improve this situation. Between now and the start of the qualifying campaign for the 2010 FIFA World Cup South Africa ™, 52 countries throughout the great continent - all the member countries with the exception of South Africa - will be equipped with an artificial pitch of international standard. http://www.fifa.com/aboutfifa/worldwideprograms/wininafrica/artificialpitchesinitiative.html

    [5] "In raising the standards of footballs and football turf surfaces, the FIFA Quality Concept will also help improve the level of the game." Joseph S. Blatter http://www.fifa.com/aboutfifa/developing/pitchequipment/pitchequipmentmission.html

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    Fernando Tavares

    Consultor desportivo. Master Éxecutif en Managenet des Organisations Sportives - MEMOS - LUNEX Université (Luxemburgo). Mestre em Ensino da Educação Física Ensino Básico e Secundário, UTL-FMH. Frequência do III Curso de Mestrado em Gestão da Formação Desportiva, UTL-FMH. Licenciado em Educação Física pelo Instituto Superior de Educação Física - UTL. Desempenhou vários cargos pedagógicos e de de gestão em escolas onde lecionou. Desde 1988 tem colaborado com diferentes Autarquias. Membro de vários comités organizadores. Formador.

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    Alto rendimento - Atletismo

    "Quels facteurs clés de succès pour l'athlétisme de haut niveau au Portugal"

    Partindo do quadro teórico da matriz SPLISS- Sports Policy factors Leading to International Sporting Success procuramos identificar quais os fatores de sucesso no alto rendimento do atletismo. Com base em algumas semelhanças com Portugal, escolhemos para análise sobre a gestão do alto rendimento cinco países: Bélgica, Grécia, Países Baixos, República Checa e Suíça. Entrevistamos os responsáveis pelo alto rendimento da Bélgica e da Suíça, e em Portugal o presidente da Federação Portuguesa de Atletismo, oito treinadores de atletas olímpicos e três atletas olímpicas (uma medalhada, uma finalista e uma semifinalista). Por último apresentamos algumas sugestões para melhorar o atletismo de alto rendimento em Portugal.