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Carta Desportiva (1)

Proposta para elaborar uma Carta Desportiva

Uma equilibrada distribuição das instalações desportivas, entendidas como equipamentos públicos de utilização coletiva, resultará das tendências territoriais de crescimento demográfico e do respetivo alargamento urbano associados à importância que a prática desportiva tem para uma sociedade saudável, satisfeita e usufruindo do seu direito inquestionável à prática da atividade física e desportiva, o que contribuirá para uma maior qualidade de vida.

Deveremos esquecer o passado, em que muitas vezes a construção de uma instalação desportiva acontecia casuisticamente, de uma forma desregulada. Devemos equacionar estes importantes equipamentos públicos de uma forma adequadamente planeada, desde a fase de estudo prévio, à fase de entrada em funcionamento.

A falta de instalações desportivas é considerada, em termos gerais, como um dos fatores justificativos do atraso no sector desportivo de qualquer município, região ou País. Há que ter em consideração a importância atual do Desporto, entendido na sua definição abrangente, da prática das atividades físico-desportivas, desde as atividades recreativas até ao desporto de alto rendimento.

Se o decisor político, entender desta forma a necessidade de equacionarmos adequadamente a rede de instalações desportivas como uma necessidade idêntica à de outros equipamentos públicos de utilização coletiva, teremos decisões mais acertadas assentes num estudo adequado das necessidades da população.

Perspetivas de Desenvolvimento de uma Carta Desportiva 

O planeamento e configuração de uma rede de instalações desportivas de proximidade deverão contemplar a importância atribuída à prática desportiva, não só para que esta se torne acessível a todos os futuros utentes, mas também para permitir um planeamento e ordenamento do território equilibrado e harmonioso. Assim sendo, torna-se adequado designar por Carta Desportiva o documento, que reflete a política desportiva, desempenhando assim um papel fundamental enquanto instrumento de planeamento urbano e de desenvolvimento socioeconómico de cada município ou região.

 Os seguintes princípios orientam a elaboração da Carta Desportiva:

  • Definir as carências em instalações desportivas de acordo com a diferente tipologia, categoria, área ocupada, função e âmbito do serviço prestado;
  • Definir uma proposta de pequenas e médias instalações, com tipologia recreativa, integradas na estrutura urbana e difundidas na sua área envolvente, facilitando a prática do desporto para todos;
  • Definir uma rede de instalações capaz de contribuir para o reequilibro social, estudando com particular cuidado as zonas mais carenciadas e as que se caracterizam por mais graves problemas sociais;
  • Definir a rede integrada de instalações especializadas capazes de responder às necessidades competitivas do alto rendimento, em articulação com as entidades que o tutelam, tomando em consideração a caracterização de cada modalidade (complexos desportivos);
  • Estudar as formas de integração com outros equipamentos públicos, nomeadamente escolas, equipamentos culturais, sociais e comerciais para promoção de uma utilização elevada;
  • Estruturar uma proposta global de rede hierarquizada capaz de facilitar o acesso à prática das atividades pelos diferentes grupos de utentes, garantindo por um lado a proximidade às suas habitações e por outro um custo de utilização acessível;
  • Propor a reserva dos terrenos necessários para colmatar as carências detetadas no parque de instalações desportivas, de acordo com as normas e com as prioridades estabelecidas;
  • Elaborar uma proposta adequada à capacidade de financiamento e gestão, concretizável faseadamente e que seja economicamente viável.

Uma das preocupações dominantes será a de compatibilizar a qualidade das instalações desportivas com a redução dos custos de construção, manutenção e gestão.

Com a elaboração da Carta Desportiva pretende-se dispor de um documento que assuma um papel estratégico quer ao nível do ordenamento do território quer ao nível do desenvolvimento sustentável de cada localidade ou região. Pretendemos ainda que o Desporto seja entendido da recreação ao alto rendimento, da criança ao idoso, como utentes das diferentes instalações numa perspetiva de alargamento da prática desportiva.

O que fazemos queremos fazer bem!

Serviços de consultoria desportiva.

 

 

 


Arquitecto com trabalho desenvolvido em projetos de instalações desportivas de grande qualidade. Trabalho rigoroso especializado. Um nosso parceiro privilegiado com um portfolio de referência.

site PS

 

 


International Association for Sports and Leisures Facilities is the leading global non-profit organisation for professionals from the sports, leisure and recreation facilities industry. Somos membros.

site IAKS


Instituto Português do Desporto e Juventude I.P. tem por missão a execução de uma política integrada e descentralizada para as áreas do desporto e da juventude. Organismo central da política desportiva. 

site IPDJ

Fernando Tavares

Consultor desportivo. Master Éxecutif en Managenet des Organisations Sportives - MEMOS - LUNEX Université (Luxemburgo). Mestre em Ensino da Educação Física Ensino Básico e Secundário, UTL-FMH. Frequência do III Curso de Mestrado em Gestão da Formação Desportiva, UTL-FMH. Licenciado em Educação Física pelo Instituto Superior de Educação Física - UTL. Desempenhou vários cargos pedagógicos e de de gestão em escolas onde lecionou. Desde 1988 tem colaborado com diferentes Autarquias. Membro de vários comités organizadores. Formador.

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Organismos Nacionais

Comité Olímpico de Portugal

Tem por missão desenvolver, promover e proteger o Movimento Olímpico em Portugal.

site COP


Comité Paralímpico de Portugal

Tem por missão de divulgar, desenvolver e defender o Movimento Paralímpico e o desporto em geral.

site CPP

 

Alto rendimento - Atletismo

"Quels facteurs clés de succès pour l'athlétisme de haut niveau au Portugal"

Partindo do quadro teórico da matriz SPLISS- Sports Policy factors Leading to International Sporting Success procuramos identificar quais os fatores de sucesso no alto rendimento do atletismo. Com base em algumas semelhanças com Portugal, escolhemos para análise sobre a gestão do alto rendimento cinco países: Bélgica, Grécia, Países Baixos, República Checa e Suíça. Entrevistamos os responsáveis pelo alto rendimento da Bélgica e da Suíça, e em Portugal o presidente da Federação Portuguesa de Atletismo, oito treinadores de atletas olímpicos e três atletas olímpicas (uma medalhada, uma finalista e uma semifinalista). Por último apresentamos algumas sugestões para melhorar o atletismo de alto rendimento em Portugal.